A Presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines, Carla Benedito, tomou ontem – dia 21 de Março – posse enquanto Membro do Conselho Geral da ANAFRE- Associação Nacional de Freguesias.
Esta foi a primeira reunião do mandato, após Carla Benedito ter sido eleita como Membro Efetivo do Conselho Geral da ANAFRE, no XX Congresso, que decorreu nos dias 30 e 31 de Janeiro e 01 de Fevereiro, em Portimão.
A reunião teve lugar na cidade de Coimbra, numa altura em que muitas das freguesias presentes atravessam dificuldades acrescidas devido às tempestades recentes e este foi um dos temas debatidos e também abordado pela Presidente Carla Benedito, na sua primeira intervenção enquanto Conselheira da ANAFRE.
A Presidente afirmou que também a freguesia de São Bartolomeu de Messines, com uma área de 250 quilómetros quadrados e uma grande zona rural e serrana, foi bastante atingida e que tem sido muito difícil reparar os estragos. Como exemplo, disse que a Junta de Freguesia « já encomendou 350 toneladas de tout-venant (agregado de pedreira usado para pavimentação), mas nem um terço dos caminhos conseguiu arranjar», dada a dimensão do trabalho que há por fazer.
A Presidente destacou também que a freguesia tem tido apenas o apoio da Câmara Municipal, o que é insuficiente, defendendo que o Governo deveria olhar para a situação destas freguesias que não foram tão atingidas como as do Centro do País mas que também sofreram prejuízos muito avultados.
A Presidente Carla Benedito expressou ainda o seu orgulho por estar a integrar o Conselho Geral da ANAFRE e disse: «Irei fazer o meu melhor não só em prol da minha freguesia, mas em prol de todas.»
Nesta reunião foram abordados muitos outros temas que as freguesias têm em comum e as suas exigências que passam por terem um financiamento adequado, mais estabilidade jurídica e maior capacidade de intervenção nos seus territórios.
Para a ANAFRE não basta que todos reconheçam a importância das freguesias e dos seus autarcas, na proximidade e desenvolvimento das comunidades, é necessário que esse reconhecimento seja acompanhado de mais competências e financiamento.
As freguesias querem ser vistas como uma unidade única, com as suas necessidades e potencialidades, para uma repartição mais justa dos financiamentos e meios disponíveis.
As freguesias querem ainda ter uma voz mais ativa e interventiva no Poder Local, e constituir-se como um motor de progresso, com uma visão comprometida com a democracia e com as populações que servem.