Moradores em protesto formam Comissão para reunir com entidades

03 de Novembro de 2014

Mais de cinquenta pessoas estiveram presentes na reunião convocada pela Junta de Freguesia de S. Bartolomeu de Messines para debater a questão da exploração pecuária localizada nas Barradas.

Esta unidade, que junta centenas de animais, é a responsável pelo mau cheiro que se faz sentir em toda a região circundante, num raio de vários quilómetros, incluindo algumas áreas da Vila de Messines.

De há dois anos para cá, quando, segundo os moradores, o número de animais ali existente aumentou consideravelmente, o mau cheiro tornou-se diário e insuportável, pelo que desde então têm vindo a tentar encontrar uma solução junto das entidades competentes, embora sem resultado.

Na reunião, o presidente da Junta, João Carlos Correia, mostrou os pareceres apresentados pela CCDR do Algarve, Direção Regional de Agricultura e Pescas, Direção Geral de Alimentação e Veterinária e Administração Regional de Saúde que, tendo feito uma vistoria ao local, a pedido da Câmara Municipal, afirmam não ter encontrado irregularidades na exploração em causa, nem ter constatado “cheiros que possam ser incómodos para a vizinhança”.

A presidente da Câmara, Rosa Palma, que esteve presente para manifestar a sua solidariedade com os moradores, explicou que a Câmara não tem qualquer poder nesta matéria, e daí ter pedido às autoridades competentes a realização da vistoria, que foi realizada em março deste ano. Os resultados da vistoria não corresponderam, no entanto, à situação que “todos sabemos que é real”, adiantou a presidente que também manifestou a sua preocupação quanto à possível contaminação dos solos e das águas subterrâneas.

Em conclusão da reunião, quer a presidente da Câmara, quer o presidente da Junta de Freguesia se comprometeram a “continuar a pressionar as entidades” no sentido de encontrar uma solução que permita que a exploração continue a funcionar “mas não nestas condições” altamente lesivas para a qualidade de vida das populações.

No final foi também constituída uma comissão de moradores que irá, com o presidente da Junta de Messines, solicitar reuniões com as autoridades competentes para pedir esclarecimentos sobre os pareceres apresentados pelas mesmas e para analisar formas e técnicas de tratamento de resíduos que possam solucionar este problema.