A Freguesia de S. Bartolomeu de Messines

19 de Julho de 2014

 

A Freguesia de S. Bartolomeu de Messines estende-se por uma vasta área de mais de 250 kms 2, integrada no concelho de  Silves.

Esta que é a maior freguesia do Algarve, e uma das maiores do País, conta atualmente com cerca de 8 500 habitantes, repartidos pelo barrocal e serra.

 

A Vila de S. Bartolomeu de Messines desfruta de uma posição privilegiada, localizada junto ao nó da A2 e ao IP1. Encontra-se limitada, a norte por S. Marcos da Serra e S. Barnabé; a sul por Algoz, Tunes e Alcantarilha; a este por Alte e a oeste por Silves, sede de Concelho, da qual dista, aproximadamente, 17 Kms.

 

A vila estende-se nas faldas de dois importantes conjuntos montanhosos, a Serra de Monchique e a Serra do Caldeirão.

A origem do topónimo Messines, tem sido discutida, não se sabendo ao certo se terá origem romana ou árabe. A primeira referência escrita de Messines, data de finais do século XII, no período islâmico.

Mas a história desta freguesia é muito anterior a estes períodos, o que se comprova pelos muitos achados arqueológicos que têm sido descobertos em sítios como Gregórios, Cumeada, Pico Alto, Benaciate, Vale Fuzeiros e outros. Esses vestígios arqueológicos remontam ao final do Paleolítico Superior.

Da Idade do Bronze chegaram também até nós vários

 

vestígios, provenientes das campanhas do arqueólogo algarvio Estácio da Veiga e de estudos mais recentes. Sendo esta uma região rica em minérios ( cobre e ferro) e rochas ( grés e mármores brechados), a Idade do Ferro foi um período fértil da história da freguesia, que hoje se revela com a descoberta de necrópoles, algumas delas contendo estelas com inscrições de Escrita do Sudoeste, cerâmica e outros artefactos.

 

E não faltam os vestígios da ocupação romana, bem como do período árabe, sendo inúmeras as referências à existência de um castelo em Messines, local de confluência de inúmeras vias.

Com a conquista definitiva do Algarve, no reinado de D. Afonso III, Messines passou a fazer parte do termo de Silves mas não passava de uma terra isolada e abandonada à beira serra. Só  no século XI surgem algumas referencias a Messines, no “Livro do Almoxarifado de Silves”.

 

É no século XIX, com as guerrilhas entre Liberais e Miguelistas, que  a aldeia de S. Bartolomeu de Messines salta para a ribalta quando um dos seus habitantes mais notáveis, José Joaquim de Sousa Reis, o “Remexido” torna estas terras o palco da sua ação de guerrilha.

É também no século XIX,  com o incremento de várias indústrias,

como da cortiça e de frutos secos, que a freguesia ascende a um novo nível no seu desenvolvimento, tornando-se uma povoação dinâmica, em grande expansão.

Em 1950, atinge o pico de habitantes, com cerca de 12 mil pessoas. Nesta altura, Messines já tinha casa de teatro, uma biblioteca, um clube, dos hotéis, uma estalagem, diversos estabelecimentos comerciais, duas farmácias, um médico, um juiz de paz, um regedor, correio diário, telégrafo e caminho de ferro com estação própria.

 

Nas últimas décadas, os citrinos foram substituindo os pomares de sequeiro e as amendoeiras, alfarrobeiras, figueiras e oliveiras, que em tempos constituíram a grande fonte de riqueza da região, quase desapareceram.

Nos dias de hoje, embora a agricultura tenha ainda algum peso na freguesia, já a Vila de S. Bartolomeu de Messines  tem a sua economia local baseada na prestação de serviços e no pequeno comércio.

Grande parte da população trabalha fora da freguesia, no litoral, em atividades ligadas ao turismo que se afirma como o sector económico com mais peso em toda a região algarvia.